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Estar elevado por um salto alto era um indicativo de nobreza, poder e riqueza e, por isso, era um luxo, exclusivo da alta sociedade e originalmente pensado para os homens. Inicialmente, havia ainda o objetivo de facilitar a montaria a cavalo (também para eles). Esse tipo de calçado se popularizou muito na corte do rei da França Luís XIV, no século XVII. Outra das funções conhecidas para os saltos, no passado, era manter a pessoa e suas roupas afastadas do chão, que era extremamente sujo e enlameado. Quando a moda passou a ser associada à ideia de frivolidade feminina, pouco a pouco, os saltos foram ocupando um espaço praticamente exclusivo no guarda-roupas feminino. Hoje, com a imensa variedade de modelos, materiais e alturas disponíveis, existem sapatos de salto alto para todas as ocasiões e gostos e eles não representam mais a ideia de futilidade: compõem visuais elegantes, sóbrios, casuais, fashion e vários outros. Siga a leitura e conheça os saltos: anabela, bloco ou grosso, rasteiro, plataforma, meia pata, taça ou flare, barra, vírgula e stiletto. Confira também as melhores combinações com cada modelo.

Um salto desenvolvido na primeira metade do século XX, para contornar o racionamento de determinados materiais (como o aço que sustentava os saltos que existiam até então), em função dos tempos de guerra.
Como usar: As sandálias com esse estilo de salto combinam com as produções de verão e se forem de corda, juta ou ráfia, por terem uma pegada mais rústica, podem ser bem equilibradas com looks de eventos diurnos ou noturnos menos formais.

Esse tipo de solado é tão antigo quanto a própria história dos calçados. Modelos de rasteirinhas que conhecemos hoje são facilmente reconhecíveis em sandálias da Antiguidade, feitas de fibras naturais, por exemplo. Esse solado é recorrente durante quase toda a época Medieval e as elevações do salto eram restritas aos ricos. Esse modelo de salto é combinado com praticamente todos os tipos de calçado que existem: sandálias, botas, sapatilhas etc.
Como usar: o solado rasteiro é mais indicado para programas mais leves e locais de trabalho adequados a roupas mais suaves e descoladas. Importante: não devem substituir sapatos e sandálias mais arrumados, nos eventos mais formais.

Diferente do solado anabela (de salto em formato triangular, com início na curvatura da planta do pé, mas sem elevação na parte da frente), as plataformas são caracterizadas pelo solado mais alto na região do calcanhar, mas que, diferente das modernas flatforms, não tem o solado todo apoiado no chão. Esse modelo se popularizou muito nos anos 1970, mas já era um ícone fashion nos pés de ícones como a cantora de nacionalidade portuguesa, mas radicada no Brasil, Carmen Miranda entre os anos 1930 e 1950.
Como usar: plataformas de corda e tons neutros vão muito bem com vestidos curtos de algodão para um passeio de dia; combinar esse tipo de salto com um macacão pantacourt garante que o visual não fique achatado.

Parente salto plataforma, a meia pata é caracterizada pela combinação entre o salto muito alto e estreito e uma espécie de meia plataforma, com elevação apenas na parte da frente do calçado. O modelo pode vir acompanhado de tira única com fivelas ou não. É conhecido como o salto que traz conforto à elegância, pois o seu formato está bem próximo do salto clássico, mas aumenta o equilíbrio ao andar.
Como usar: com vestidos, invista em tecidos neutros, para alongar a silhueta ou combine com o mesmo tom do calçado. Para fugir do óbvio look de boates, invista no estilo mais fashion combinando esse tipo de salto com uma saia lápis, é o mix certeiro do moderno com o clássico.

Um salto com design inovador que torna basicamente qualquer look em moderno é o flare ou taça. Marcado pelas linhas retrô e arquitetônicas, esse tipo de salto jganhou o coração das it girls.
Como usar: você pode apostar em combinações com vestidos de todos os comprimentos, peças de alfaiataria e, até mesmo, jeans boyfriend.

Esse tipo de salto é como uma parte do salto bloco, também pode aparecer com o nome de salto reto. Pode ser considerado o meio do caminho entre o bloco e o stiletto.
Como usar: com as sandálias que trazem esse modelo de salto, você confere modernidade ao visual: aposte nas combinações com vestidos leves, minissaias, pantacourts e jeans. Esse tipo de salto é bastante versátil.

Criado na segunda metade do século XX como parte de uma série de experimentações de materiais, é marcado pelo formato côncavo e sinuoso. Com ele, novas formas são aplicadas aos sapatos como um todo: tendiam a se afinar na forma de arcos e pontas, tornaram-se mais altos e expunham mais os pés. Sua curvatura pode ser para trás ou para frente e, claro, lembra o formato de uma vírgula.
Como usar: com calças bem ajustadas ao corpo ou vestidos igualmente mais ajustados.

Um dos saltos mais famosos da história dos calçados, os stilettos são um símbolo de charme, elegância e sensualidade. Sua criação data do período entre o final da década de 1940 e início da década de 1950. É um salto fino, longo e pontiagudo, também chamado de salto agulha. A palavra “stiletto” significa “punhal” em italiano que, não à toa, nomeou um salto também de caráter perfurante e pontiagudo.
Que salto você vai chamar de seu nesta estação?
